14 abril 2014

CALENDÁRIO DAS ACTUAÇÕES

Comemorações do 25 de Abril em Almada 2014
 24 de Abril 
- Ronda dos Quatro Caminhos, Orquestra Sinfonietta de Lisboa e Grupo Cantares de Évora


Aldeia da Venda - Alandroal
11 de Maio
 
10ª Semana Cultural Alentejana - Feijó
07 de Junho 

 

RESENHA HISTÓRICA



O Grupo Cantares de Évora foi fundado em 1979, com o objectivo de preencher, na cidade de Évora, um “Espaço Cultural” dedicado ao Coral Tradicional do Alentejo.
O seu repertório é preenchido por “Modas Antigas”, mantendo toda a fidelidade ao cancioneiro tradicional, não sendo feitos quaisquer arranjos nem alterações às músicas nem aos poemas, sempre de origem popular.
Tem a particularidade de ser um Coral misto, contando hoje com cerca de 25 vozes. Durante as suas actuações o Grupo exibe igualmente os trajes tradicionais do Alentejo, representando com rigor o modo de vestir dos vários estratos sociais e profissões dos anos 40.
Tem prestado uma colaboração incansável nas muitas solicitações a que é convidado para enobrecer com o Cante Tradicional as muitas representações oficiais, e não só, que visitam a Cidade de Évora.
O Grupo foi condecorado com a medalha de mérito municipal "Classe de Ouro" na Homenagem da Cidade de Évora a Instituições e Cidadãos, no dia 29 de Junho de 2004.
Nos seus 33 anos de existência e de actividade contínua, são já variadíssimos os trabalhos imortalizados em CD.
O Grupo, além de cantar o Alentejo, tem vindo a reunir na sua sede própria, situada nos antigos celeiros da EPAC, no núcleo histórico da cidade de Évora, uma colecção de alfaias e utensílios utilizados nos trabalhos do campo bem como peças do traje etnográfico e que constituem um pequeno museu rural. Na sua sede o grupo dedica-se, também, à gastronomia, servindo refeições para grupos de pessoas, animadas por uma actuação do Grupo Coral no final do repasto.
Contam com diversas actuações em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Cuba, Rússia, Arménia, Tunísia, Egipto, Canadá, Espanha, etc., e, em Julho de 2010, em Ravena, Itália, no âmbito do projecto Oralidades. Este projecto é uma iniciativa ao abrigo do Programa Europeu Cultura 2007-2013 e envolve uma parceria internacional entre os Municípios de Évora, Idanha-a-Nova e Mértola (Portugal), Ourense (Espanha), Ravena (Itália), Birgu (Malta) e Sliven (Bulgária), unidos num vasto programa de cooperação e intercâmbio cultural baseado em aspectos comuns das comunidades europeias.


13 dezembro 2013

CANTE AO MENINO



Como já faz parte da tradição, dia 21 de Dezembro, vamos estar na Igreja de S. Antão.
Esperamos por todos vós.

BOAS FESTAS

30 maio 2013

O CANTE ALENTEJANO



O cante nunca foi a única expressão de música tradicional no Alentejo, sendo aliás mais próprio do Baixo Alentejo que do Alto. Com o cante coexistiram sempre formas instrumentais de música com adaptação de peças entre os géneros.
É um canto coral, em que alternam um ponto a sós e um coro, havendo um alto preenchendo as pausas e rematando as estrofes. O canto começa invariavelmente com um ponto dando a deixa, cedendo o lugar ao alto e logo intervindo o coro em que participam também o ponto e o alto. Terminadas as estrofes, pode o ponto recomeçar com um nova deixa, seguindo-se o mesmo conjunto de estrofes. Este ciclo repete-se o número de vezes que os participantes desejarem. Esta característica repetitiva, assim como o andamento lento e a abundância de pausas contribuem para a natureza monótona do cante.
No cante sobrevivem os modos gregos extintos tanto na música erudita como na popular europeia, as quais restringem-se aos modos maior e menor. Esta face helénica do canto poderá provir tanto do canto gregoriano como da cultura árabe, se bem que certos musicólogos se apercebam no cante de aspectos bem mais primitivos, pré-cristãos e possivelmente mesmo pré-romanos.
Antigamente o cante acompanhava ambos os sexos nos trabalhos da lavoura. Público era também o cante nos momentos masculinos de ócio e libação, seja em quietude, seja em percurso nas ditas arruadas. Público ainda era o cante mais solene das ocasiões religiosas. Outro cante existia no domínio doméstico, onde era exercido principalmente por mulheres e no qual participariam também meninos.
Após a Segunda Guerra Mundial, a progressiva mecanização da lavoura, a generalização da rádio e da televisão, assim como o êxodo rural massivo causaram o declínio do género. Hoje o cante sobrevive em grupos oficializados que o cultivam, mas já sem a espontaneidade de outrora, limitando-se eles a recapitular em ensaio o repertório conhecido de memória, amiúde sem qualquer registo escrito nem sonoro e já sem acção criativa.
Apesar de serem estes grupos e a sua manifestação em festas, encontros e concursos os guardiães da tradição, em numerosos casos progride neles o afastamento da dita com a inclusão no repertório de peças estranhas ao cante, instrumentação e adulteração de peças tradicionais num sentido mais popular, com destaque para o desvio direito ao fado, numa tendência de avivamento do género que visa torná-lo mais garrido.

Fonte: Wikipedia

ACTUAÇÃO EM REBORDOSA

 
Como já tínhamos informado na nossa página do Facebook, o grupo “Cantares de Évora” esteve presente no passado dia 26 de Maio em Rebordosa(1), freguesia do concelho de Penacova, distrito de Coimbra (não confundir com outra localidade, com o mesmo nome, no concelho de Paredes, distrito do Porto). Esta linda aldeia fica na nossa memória pela magnífica forma com que nos recebeu. Gentes de uma humildade enorme, juntaram todas as suas energias para proporcionarem a todos os que estiveram neste encontro de musica popular, denominado IV Barca Serrana, um dia que certamente não irão esquecer. Depois de cerca de 4 horas de viagem, fomos encaminhados para uma pequena visita ao imponente Mosteiro de Santa Maria de Lorvão(2) – freguesia próxima de Rebordosa. Após esta breve visita, dirigimo-nos para a sede da Junta de Freguesia desta localidade onde fomos recebidos pelo seu presidente, que nos ofereceu um Porto de Honra acompanhado por uns deliciosos pastéis de Lorvão e que fazem parte da riquíssima doçaria conventual portuguesa. Ao aproximar-se a hora de almoço, deslocámo-nos para Rebordosa. Aqui, fomos presenteados com um requintando almoço que decorreu na sede da União Popular da Rebordosa, tendo culminado com uma vastíssima e deliciosa mesa de doces. Ás 16 horas iniciou-se o espectáculo que contou com a participação do Grupo de Cavaquinhos de Amonde, Viana do Castelo, Grupo “Cantares de Évora”, Grupo de Cantares de Arrifana, Guarda e o grupo da casa, Grupo de Cavaquinhos da Rebordosa. No final do espectáculo fomos novamente convidados a ir para o salão onde nos esperava um esplêndido lanche. Por tudo isto, o grupo “Cantares de Évora” deixa aqui um enorme abraço a todas as pessoas que nos proporcionaram este magnífico dia, abraço esse extensivo também aos outros excelentes grupos presentes. Bem hajam (1) Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rebordosa_%28Penacova%29 (2) Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_Lorvão